Guia 2026 · Portugal · Intermediação de crédito

Intermediário de crédito para trabalhadores independentes: como pode ajudar em 2026

Um trabalhador independente não precisa de procurar crédito habitação sozinho. Um intermediário de crédito pode ajudar a organizar o processo, recolher informação e apresentar opções dentro do âmbito em que está autorizado a atuar. Mas há limites importantes: não concede o crédito, não decide a aprovação e, quando é vinculado, não representa todo o mercado.

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ReguladoAtividade supervisionada pelo Banco de Portugal.
Sem promessasA aprovação pertence à instituição mutuante.
Para independentesAjuda a explicar rendimentos menos lineares.
Trabalhadora independente a organizar o processo de crédito habitação
O objetivo não é tornar o seu perfil “normal”. É torná-lo claro para quem o vai analisar.Intermediação de crédito · 2026
Se só ler 1 minutoO essencial sobre recorrer a um intermediário
01
Verifique sempre o registo.

Em Portugal, a atividade é regulada e o consumidor deve conseguir confirmar a categoria, serviços e informação do intermediário.

02
Um vinculado não cobra ao consumidor.

É remunerado pelos mutuantes com quem mantém contratos de vinculação e trabalha dentro dessa gama de produtos.

03
Não pode garantir aprovação.

A decisão, o montante e as condições pertencem à instituição mutuante depois da análise de solvabilidade.

01 · O papel do intermediário

O que é um intermediário de crédito e porque não é “um banco a mais”

Um intermediário de crédito é uma pessoa ou entidade habilitada a desenvolver determinadas atividades relacionadas com contratos de crédito sem ser, por esse motivo, a instituição que empresta o dinheiro. Em Portugal, o regime jurídico dos intermediários de crédito está previsto no Decreto-Lei n.º 81-C/2017 e a atividade é supervisionada pelo Banco de Portugal.

Na prática, um intermediário pode participar em etapas como apresentar ou propor contratos de crédito, ajudar em atos preparatórios e pré-contratuais ou apoiar a recolha e transmissão de informação necessária ao processo, sempre dentro do âmbito para o qual está autorizado. O contrato de crédito, porém, é celebrado com a instituição mutuante. É essa instituição que analisa a solvabilidade, decide se aprova ou recusa, define o montante e estabelece as condições finais.

Isto é especialmente importante para quem trabalha por conta própria. O valor de um intermediário não está em “convencer o banco” com uma história diferente da realidade. Está em estruturar a realidade existente: perceber que documentação falta, como apresentar rendimentos variáveis, que responsabilidades já existem e que opções da sua gama podem ser compatíveis com o perfil.

A distinção centralO intermediário ajuda no caminho. A instituição mutuante toma a decisão de crédito.

Recorrer a intermediação não substitui a avaliação de solvabilidade nem cria um direito à aprovação.

02 · Trabalhadores independentes

Porque um intermediário de crédito pode ser particularmente útil quando os rendimentos não são lineares

Um trabalhador com salário fixo consegue, em muitos casos, demonstrar rendimento com uma estrutura relativamente simples: recibos de vencimento, declaração de IRS e movimentos bancários. Um trabalhador independente pode ter uma fotografia muito menos uniforme. Pode faturar por projetos, receber em datas diferentes, trabalhar para vários clientes, ter meses sazonais, acumular atividade por conta própria com salário ou exercer atividade através de uma sociedade.

O banco continua a querer responder às mesmas perguntas: quanto rendimento é sustentável, que despesas existem, que dívidas já estão em curso e qual é a margem para uma nova prestação? O desafio está em transformar documentos que nasceram para fins fiscais, contabilísticos ou comerciais numa visão clara da capacidade financeira.

SituaçãoO que costuma gerar dúvidasComo um intermediário pode ajudar
Recibos verdesDiferença entre faturação, recebimentos e rendimento líquidoIdentificar os comprovativos que permitem conciliar atividade fiscal e entradas bancárias
Rendimentos sazonaisMeses fortes e meses fracosOrganizar períodos comparáveis e explicar a sazonalidade sem esconder a variabilidade
Vários clientesContinuidade e concentraçãoDar contexto à carteira, contratos e recorrência, quando existam documentos adequados
Salário + atividade independentePeso de cada fonte de rendimentoSeparar e documentar as diferentes origens para facilitar a leitura do perfil misto
Sociedade própriaRendimento pessoal vs resultados da empresaAntecipar elementos adicionais que a instituição possa querer analisar

Esta organização pode reduzir idas e voltas e evitar que a análise comece com uma pasta incompleta. Não significa que o intermediário escolha o critério de risco do banco. Cada instituição continua a poder pedir informação adicional, aplicar margens de prudência ou chegar a uma conclusão diferente sobre o mesmo perfil.

VIVENDAIA · Trabalhadores independentes

Os seus rendimentos variam e quer perceber como apresentar o caso?

Comece por uma análise do perfil antes de avançar para uma proposta concreta.

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03 · Categorias legais

Intermediário vinculado, a título acessório e não vinculado: a diferença importa

O Portal do Cliente Bancário distingue três categorias. O intermediário de crédito vinculado atua em nome e sob responsabilidade de um ou vários mutuantes com quem celebrou contratos de vinculação. O intermediário a título acessório presta intermediação associada à venda de um bem ou serviço próprio. Já o intermediário não vinculado atua sem contrato de vinculação com mutuantes e celebra um contrato de intermediação com o consumidor.

Esta diferença tem consequências práticas sobre a remuneração e sobre o universo de produtos considerado. Um vinculado pode trabalhar com vários mutuantes, mas isso não significa que compare automaticamente todas as instituições do mercado. Quando presta serviços de consultoria, deve explicar que a análise se baseia na sua gama de produtos. Um não vinculado deve atuar de forma independente face aos mutuantes e é remunerado pelo consumidor.

Vinculado

Ligado a um ou vários mutuantes

O consumidor não remunera o intermediário pelos serviços de intermediação. A remuneração vem dos mutuantes com quem existe contrato de vinculação. O universo de soluções está limitado ao âmbito desses vínculos.

Não vinculado

Sem contrato de vinculação com mutuantes

É remunerado pelo consumidor e deve considerar um número suficientemente vasto de produtos disponíveis no mercado, nos termos legais aplicáveis.

Evite uma confusão comum“Trabalhador independente” descreve o cliente. “Intermediário não vinculado” descreve a categoria regulatória do intermediário.

As duas expressões usam a ideia de independência, mas juridicamente falam de coisas completamente diferentes.

04 · VIVENDAIA em Portugal

Como se enquadra a VIVENDAIA enquanto intermediário de crédito para trabalhadores independentes

A VIVENDAIA é operada em Portugal pela KOVA FINANCE S.L., SUCURSAL EM PORTUGAL, identificada na informação legal do projeto como Intermediário de Crédito Vinculado, registo Banco de Portugal n.º 0008032. A atividade é exercida dentro do âmbito autorizado e dos contratos de vinculação aplicáveis.

Por ser um intermediário vinculado, o consumidor não remunera a VIVENDAIA pelos serviços de intermediação de crédito. A entidade é remunerada pelos mutuantes com quem mantém os vínculos aplicáveis. Isto também significa que a procura de soluções não deve ser apresentada como uma análise de “todo o mercado”: as opções dependem das instituições com as quais a entidade está vinculada e dos produtos que integram esse âmbito.

A VIVENDAIA não é uma instituição mutuante, não concede crédito diretamente e não pode garantir que um pedido será aprovado. A decisão de concessão, o montante, as taxas, os custos, a avaliação do imóvel e as restantes condições pertencem à instituição financeira correspondente.

O papel certo

Especialização no perfil não significa exceção às regras.

Trabalhar habitualmente com rendimentos variáveis ajuda a antecipar documentação e a organizar o expediente. A solvabilidade continua a ser analisada pela instituição mutuante.

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Profissional independente em casa a rever documentação financeira
05 · O que pode fazer

Em que etapas um intermediário pode ajudar um trabalhador independente

O trabalho útil começa antes de existir uma proposta. Um intermediário pode ajudar a perceber se a informação disponível é suficiente, que documentos devem ser reunidos e se há aspetos que precisam de explicação adicional. Para um profissional independente, esta preparação pode ser tão importante como a comparação posterior das condições.

Triagem inicialPerceber rendimento, dívidas, entrada disponível, objetivo de compra e situação profissional.Antes do pedido
Organização documentalIdentificar IRS, recibos, extratos, elementos fiscais, contratos ou documentação societária que faça sentido.Preparação
Leitura do perfilDistinguir faturação de rendimento disponível e sinalizar meses atípicos, sazonalidade ou concentração de clientes.Contexto
Apresentação de soluçõesMostrar contratos de crédito ou possibilidades dentro do universo de mutuantes com que o intermediário pode trabalhar.Opções
Atos preparatóriosApoiar a recolha e transmissão da informação necessária para a análise de crédito.Processo
ComparaçãoAjudar a ler FINE, TAEG, MTIC, taxa, prazo, seguros e produtos associados sem olhar apenas para o spread.Decisão informada

O intermediário também tem deveres de conduta. A legislação exige diligência, lealdade, discrição e respeito pelos interesses e direitos dos consumidores. A informação transmitida aos mutuantes deve ser precisa, incluindo a relativa a rendimentos, despesas e outras circunstâncias financeiras ou económicas conhecidas.

Já tem documentação preparada?Veja se o seu perfil pode encaixar nas opções disponíveis.
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06 · Limites do serviço

O que um intermediário de crédito não pode prometer nem fazer por si

Há uma diferença entre acompanhamento e poder de decisão. Um intermediário não pode garantir que determinado banco vai aprovar o processo, prometer uma taxa final antes da análise aplicável ou alterar os critérios internos da instituição. Também não deve aconselhar o consumidor a ocultar dívidas, omitir rendimentos relevantes, criar documentos artificiais ou apresentar informação inexata.

O regime português proíbe ainda os intermediários de celebrar contratos de crédito em representação dos consumidores. A escolha e a contratação continuam a exigir a intervenção e decisão do próprio cliente. De forma geral, os intermediários também não podem receber ou entregar valores relacionados com a formação, execução ou cumprimento antecipado do contrato, salvo as exceções legais específicas.

Pode ajudar a…Não pode…
Organizar e transmitir informação do processoInventar ou corrigir artificialmente rendimentos
Apresentar soluções dentro do seu âmbitoGarantir aprovação ou financiamento mínimo
Explicar diferenças entre propostasSubstituir a decisão do consumidor
Acompanhar etapas pré-contratuaisAssinar o contrato de crédito em nome do cliente
Esclarecer o papel das entidades envolvidasTransformar uma proposta indicativa numa oferta vinculativa por conta própria

Se alguém promete “aprovação garantida”, “90% certo” ou “taxa exclusiva assegurada” antes de existir análise formal, esse discurso deve ser tratado com cautela. No crédito habitação, o resultado depende do cliente, do imóvel, da avaliação, da política de risco e da decisão da instituição mutuante.

07 · Custos

Quanto custa recorrer a um intermediário de crédito em Portugal?

A resposta depende da categoria. Segundo o Banco de Portugal, um intermediário vinculado ou a título acessório não pode exigir ao consumidor qualquer valor ou outra contrapartida económica pelos serviços de intermediação. É remunerado pelos mutuantes com quem mantém contratos de vinculação.

Um intermediário não vinculado funciona de modo diferente: é remunerado pelo consumidor e não pode receber remuneração dos mutuantes pelos serviços prestados. O contrato de intermediação deve indicar o preço dos serviços e outros encargos aplicáveis.

No caso da VIVENDAIA em Portugal, por atuar através de uma entidade identificada como intermediário de crédito vinculado, o consumidor não paga à VIVENDAIA pelos serviços de intermediação. Naturalmente, o próprio crédito pode ter custos — juros, impostos, seguros, comissões e outros encargos — que devem ser analisados na documentação do mutuante e na FINE.

Sem custo de intermediação para o consumidor

Quer perceber se faz sentido avançar com o seu caso?

Uma análise inicial pode ajudar a identificar documentação em falta e opções dentro do âmbito disponível.

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08 · Antes de escolher

Sete verificações antes de confiar o seu processo a um intermediário

O primeiro passo é confirmar que está perante uma entidade habilitada. O Portal do Cliente Bancário permite consultar informação sobre intermediários de crédito e o registo público. Para além do nome comercial, procure a entidade legal responsável, a categoria, o número de registo e os serviços autorizados.

01
Entidade legal

Quem opera realmente a marca e quem será responsável pela intermediação.

02
Número de registo

Confirme o registo no Banco de Portugal e não apenas um selo ou texto comercial.

03
Categoria

Vinculado, não vinculado ou a título acessório. A categoria afeta remuneração e universo de produtos.

04
Mutuantes ou âmbito de vinculação

Perceba com que instituições a entidade pode trabalhar e não assuma que representa todo o mercado.

05
Serviços autorizados

Intermediação e, quando aplicável, consultoria devem estar enquadradas no âmbito permitido.

06
Custos e remuneração

Saiba quem remunera o intermediário e que custos do próprio crédito podem continuar a existir.

07
Reclamações e resolução de litígios

Consulte a informação disponibilizada sobre meios de reclamação e entidades de resolução alternativa.

Prefere avançar com uma entidade regulada?Comece por contar-nos a sua situação profissional e objetivo de compra.
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09 · Antes de avançar

Que perguntas deve fazer a um intermediário de crédito antes de entregar o processo

Uma boa conversa inicial não serve apenas para o intermediário recolher dados. Serve também para o consumidor perceber quem está do outro lado, com que instituições pode trabalhar e como será conduzido o processo. Se a resposta a estas perguntas for vaga, excessivamente comercial ou contraditória com a informação pública, vale a pena esclarecer antes de enviar documentação sensível.

Para um trabalhador independente, acrescente perguntas sobre a forma como serão lidos os rendimentos. Um processo de recibos verdes ou rendimentos sazonais não deve ser tratado como se bastasse multiplicar o último mês por doze. Pergunte que períodos costumam ser analisados, como lidam com oscilações e que documentação adicional pode ser necessária para explicar alterações recentes.

PerguntaPorque importaO que uma resposta clara deve explicar
Qual é a entidade legal e o número de registo?Confirma quem presta efetivamente o serviçoNome legal, categoria e registo verificável no Banco de Portugal
É vinculado a que mutuantes?Define o universo de opções que pode apresentarQue instituições integram o âmbito aplicável e que a cobertura não é necessariamente todo o mercado
O consumidor paga pela intermediação?Evita surpresas e permite perceber o modelo de remuneraçãoNo caso de um vinculado, que a remuneração pelos serviços de intermediação não é cobrada ao consumidor
Que documentos precisam de mim nesta fase?Protege dados e evita partilhas desnecessáriasO mínimo necessário para a etapa concreta e o canal seguro para envio
Como analisam rendimentos variáveis?É central para recibos verdes e perfis sazonaisQue informação ajuda a demonstrar regularidade, histórico e rendimento realmente disponível
O que acontece depois de eu enviar os documentos?Clarifica o fluxo e as responsabilidadesQuem recebe, quem analisa, quando pode ser transmitida informação e quais são os próximos passos
Como vou comparar as propostas?Evita decisões baseadas apenas no spreadFINE, TAEG, MTIC, taxa, prazo, seguros, produtos associados e outras condições
Quem decide a aprovação?Separa acompanhamento de poder de decisãoQue a decisão pertence sempre à instituição mutuante

Também deve perceber como são tratados os seus dados. Antes de enviar IRS, extratos ou documentação fiscal, leia a informação de privacidade e confirme a finalidade do tratamento, os destinatários previstos e o canal utilizado. Uma mensagem geral de contacto não é o local ideal para anexar informação financeira sensível se existir um ambiente específico de solicitação com medidas próprias.

Outra pergunta útil é: “o que acontece se nenhuma opção da vossa gama fizer sentido?” Um intermediário responsável deve conseguir explicar os limites do seu serviço. Não existe obrigação de forçar uma proposta. Se o perfil, a entrada ou o nível de endividamento não permitirem avançar de forma prudente, essa conclusão pode ser mais útil do que uma tentativa de apresentar qualquer solução.

Quer começar por uma avaliação do enquadramento?Conte-nos o objetivo de compra e como recebe os seus rendimentos.
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10 · Documentação

Que documentos convém ter preparados antes de falar com um intermediário

Não existe uma lista universal para todos os casos. A instituição pode pedir documentação diferente consoante o regime fiscal, a antiguidade, a atividade, a forma jurídica e o nível de variabilidade do rendimento. Ainda assim, chegar à primeira análise com informação organizada torna a conversa muito mais útil.

BlocoExemplos de informaçãoObjetivo
IdentificaçãoDocumentos de identificação, estado civil e proponentesDefinir quem participa no pedido
Rendimento anualIRS e anexos aplicáveisPerceber histórico declarado e evolução
Atividade recenteRecibos verdes, faturas, recibos, contratos ou carteira de clientesMostrar continuidade e rendimento recente
Fluxos bancáriosExtratos e recebimentosConciliar rendimentos declarados com movimentos efetivos
Fiscal e contributivoIVA, Segurança Social ou outros elementos quando aplicáveisDar contexto adicional à atividade
DívidasCréditos em curso e informação da CRCCalcular responsabilidades e margem para nova prestação
CompraPreço objetivo, entrada disponível e imóvel quando já identificadoEnquadrar financiamento, LTV e orçamento

Não envie documentação sensível por canais improvisados. Utilize apenas os meios indicados pela entidade para o processo concreto e leia a informação de privacidade aplicável antes da transmissão. Para uma conversa inicial, muitas vezes basta começar com números aproximados e só depois avançar para a documentação formal no ambiente adequado.

Documentos e computador para preparar um pedido de crédito habitação
Organização

Menos documentos soltos. Mais contexto.

Para um trabalhador independente, o conjunto deve explicar de onde vem o rendimento, com que regularidade entra e que parte fica disponível depois de despesas e outros créditos.

11 · Processo

Como pode decorrer a intermediação de crédito, passo a passo

O fluxo exato muda consoante a entidade e o banco, mas a lógica costuma seguir uma sequência. Primeiro define-se o objetivo e recolhe-se informação suficiente para perceber o perfil. Depois organiza-se a documentação e analisam-se possíveis enquadramentos. Só então faz sentido avançar para propostas, análise formal do mutuante e documentação pré-contratual.

01
Enquadrar o objetivo

Preço da casa, entrada, prazo pretendido, rendimentos, dívidas e situação profissional.

02
Reunir documentação

Preparar os comprovativos adequados ao tipo de atividade independente e às fontes de rendimento.

03
Identificar opções possíveis

O intermediário procura soluções dentro do âmbito e dos mutuantes com os quais pode trabalhar.

04
Análise pelo mutuante

A instituição avalia solvabilidade, riscos, documentação e, quando aplicável, o imóvel.

05
Comparar informação

FINE, TAEG, MTIC, taxa, seguros, produtos associados, prazo e flexibilidade.

06
Decidir e contratar

O consumidor escolhe a proposta e cumpre as etapas formais. O intermediário não assina por si.

Começar pelo passo 01

Conte-nos o seu perfil profissional e o objetivo de compra.

Não precisa de ter todos os documentos prontos para perceber qual pode ser o próximo passo.

Começar agora →
12 · Comparar propostas

O intermediário pode ajudar a comparar, mas a decisão deve olhar para mais do que o spread

Quando existam propostas comparáveis, a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) ajuda a colocar as condições numa estrutura comum. A TAEG agrega vários custos do crédito e o MTIC mostra o montante total imputado ao consumidor nas condições consideradas. O spread é relevante, mas não representa sozinho o custo da operação.

Para um trabalhador independente, a comparação deveria incluir também a robustez do orçamento. Uma prestação aparentemente baixa pode tornar-se desconfortável num trimestre fraco. Por isso, além do custo total, convém testar se a prestação continua suportável quando o rendimento mensal fica abaixo da média.

Compare custo

TAEG, MTIC, seguros e produtos associados

Uma taxa nominal mais baixa pode coexistir com custos acessórios superiores. Leia a proposta completa.

Compare risco

Prestação em meses fortes e fracos

Se o rendimento já varia, a previsibilidade da prestação e a margem mensal merecem um peso adicional.

Já sabe o preço e a entrada?Podemos começar por enquadrar o pedido antes de comparar propostas.
Ver opções disponíveis →
13 · Quando pode fazer mais sentido

Perfis em que a ajuda de um intermediário tende a acrescentar mais organização

Recorrer a um intermediário não é obrigatório para pedir crédito habitação. Um consumidor pode falar diretamente com um banco e comparar propostas por conta própria. A intermediação tende a ser mais útil quando o processo exige mais contexto do que uma leitura automática de três documentos.

Freelancer a trabalhar com portátil
Perfis menos lineares

Quando o rendimento precisa de ser explicado, não apenas somado.

Recibos verdes com sazonalidade, atividade recente mas crescente, vários clientes, rendimentos mistos, sociedade própria ou mudanças recentes de atividade são exemplos em que a preparação documental ganha peso.

O intermediário não elimina a complexidade. Ajuda a apresentá-la de forma mais organizada e a procurar soluções compatíveis dentro do seu âmbito.
Trabalhadora independente a organizar informação financeira

Também pode fazer sentido quando o cliente tem pouco tempo para contactar várias instituições ou quando quer alguém que acompanhe pedidos de informação e documentação. O benefício real deve ser medido pela clareza, acompanhamento e adequação das opções apresentadas — nunca por promessas de aprovação.

O seu caso foge ao perfil “de manual”?

Explique-nos como recebe e qual é o objetivo de compra.

A análise pode começar pelo contexto do rendimento, antes de entrar na fase de propostas.

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Profissional independente em ambiente de trabalho
14 · Sinais de alerta

Erros frequentes ao escolher um intermediário de crédito

O primeiro erro é confundir marca, comparador, agência imobiliária ou consultor informal com uma entidade efetivamente habilitada. Confirme sempre a entidade legal e o registo. O segundo é assumir que um intermediário vinculado “pesquisa todo o mercado”. Pode trabalhar com vários bancos, mas o universo depende dos contratos de vinculação e do âmbito autorizado.

Outro erro é entregar documentação sensível demasiado cedo ou por canais inseguros. Uma entidade séria deve explicar para que precisa dos dados e fornecer a informação de privacidade aplicável. Também é prudente desconfiar de quem minimiza dívidas existentes, sugere omitir informação, incentiva a aumentar artificialmente a faturação ou apresenta condições finais antes da análise do mutuante.

Quatro red flags“Aprovação garantida”, “todos os bancos”, “não precisamos de declarar essa dívida” e “pague já para reservar a taxa”.

São afirmações que não encaixam numa intermediação responsável e regulada.

Quer um processo com enquadramento claro?Comece pela análise do perfil, sem promessas impossíveis.
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15 · Perguntas frequentes

Dúvidas sobre intermediários de crédito para trabalhadores independentes

Sim. Pode ajudar a organizar documentação, dar contexto aos rendimentos variáveis e apresentar soluções dentro do âmbito em que está autorizado a atuar. A instituição mutuante continua a decidir a aprovação.
Não. Segundo o Banco de Portugal, os intermediários vinculados e a título acessório não podem exigir ao consumidor remuneração pelos serviços de intermediação; são remunerados pelos mutuantes com quem mantêm contratos de vinculação.
Não necessariamente. Trabalha dentro do universo de mutuantes com quem mantém contratos de vinculação e dos produtos abrangidos pelo seu âmbito. É importante perguntar quais são essas instituições.
Não. A decisão pertence à instituição mutuante depois de analisar solvabilidade, documentação, responsabilidades, imóvel e critérios de risco aplicáveis.
Consulte o Portal do Cliente Bancário/Banco de Portugal e confirme a entidade legal, número de registo, categoria, serviços autorizados e restante informação pública disponível.
O vinculado tem contratos de vinculação com um ou vários mutuantes e é remunerado por eles. O não vinculado não tem contratos de vinculação com mutuantes, celebra contrato de intermediação com o consumidor e é remunerado pelo consumidor.
Não. O regime português proíbe os intermediários de celebrar contratos de crédito em representação dos consumidores.
Não. A VIVENDAIA não concede crédito diretamente. Em Portugal, é operada pela KOVA FINANCE S.L., SUCURSAL EM PORTUGAL, identificada como Intermediário de Crédito Vinculado, registo Banco de Portugal n.º 0008032. A decisão de crédito pertence à instituição mutuante.
Fontes e revisão

Fontes oficiais consultadas para este guia

Conteúdo revisto em 5 de outubro de 2026. O enquadramento de cada operação e os mutuantes disponíveis dependem da entidade, dos contratos de vinculação e da situação concreta do consumidor.

VIVENDAIA

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